Guerreiras do K-Pop: não esconda suas marcas
- 25 de jun.
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Guerreiras do K-Pop é um filme que viralizou no último ano entre crianças, adolescentes e jovens e continua presente até hoje através de conteúdo nas redes sociais, memes e até em festas temáticas! Mas, por que um filme com três cantoras coreanas que lutam contra demônios teve tanta repercussão mundial? Por causa dos Oscars de Melhor Animação e Melhor Canção Original por “Golden”? Também! Mas, porque por trás de tudo isso, conta uma história de pecado e redenção.

Desde pequena, Rumi, a personagem principal, é ensinada a esconder as suas falhas. Ninguém deve saber das suas imperfeições, nem mesmo as pessoas mais próximas dela, que são visíveis através de marcas no seu corpo que ela tenta esconder. Com o tempo, essa prática a consome, e ela acaba tendo uma vida controlada pela vergonha e a culpa. O filme ainda explora como os segredos e as mentiras são utilizados pelos demônios para controlá-la e outros à sua volta: “Você errou. Você não é digno. Você é errado. Você é irremediável e não há nada que você possa fazer”. Consumida pela vida de mentiras, Rumi começa a perder a sua voz e o seu propósito.
Eventualmente, ela descobre que o único caminho para se libertar desse ciclo é por meio da verdade. O problema só pode ser consertado se for confrontado, para que o passado fique de fato, no passado. No momento em que ela começa a confessar as suas fraquezas e a sua escuridão, ela percebe que não é isso que a define, pois nela também há uma luz.
O filme tem muitos paralelos com a Bíblia. Um deles é que, depois de tantas mentiras, a transformação da Rumi começa quando a verdade sobre quem ela é vem à tona. 1 João 1:7-9 nos lembra “...se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo pecado. Se dizemos que não temos pecados, estamos nos enganando, e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade”.
Deus é a Luz e nEle não há nenhuma escuridão. Esse é o nosso desafio, ao invés de nos escondermos e de mentirmos para nós mesmos e outros sobre quem de fato somos, Deus nos chama a buscar a Sua presença e ajuda e a permitir que Ele nos liberte do ciclo da vergonha, causado pelo nosso pecado, restaurando a nossa identidade nEle.
No final, Rumi e suas amigas do grupo derrotam o mal e voltam a cantar. O salmista nos lembra de que o amor de Deus e Sua compaixão podem apagar os nossos pecados e nos trazer nova vida.
Que essa possa ser a nossa oração: “Purifica-me de todas as minhas maldades e lava-me do meu pecado. Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim... O que tu queres é um coração sincero; enche o meu coração com a tua sabedoria. Tira de mim o meu pecado, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve” (Salmo 51:1-7).
Soldada Anahí Sanchez
Corpo Central/SP
